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  • Monangambééé

    Monangambééé (Angola/Argélia, 1968), de Sarah Maldoror.

    A esposa de Mateus o visita em uma prisão colonial portuguesa em Angola. Mateus é acusado de atividades subversivas contra os colonizadores. Ao se despedir, ela promete trazer para ele um fato completo.

    O guarda escuta a promessa e adverte seu superior. Um erro de  interpretação linguística move a narrativa. Fato é a comida básica dos musseques de Luanda, composta por feijão, peixe, dendê e banana. O chefe do presídio pensa que Mateus vai se vestir com elegância para ir a julgamento.

    Mateus passa a sofrer maus tratos, espancamentos e torturas na tentativa de extrair a delação de seus companheiros. O título do filme é o grito usado por ativistas anti colonialistas para avisar sobre reuniões nas vilas e cidades.

    O curta-metragem de estreia da diretora Sarah Maldoror, nascida na França, foi filmado durante três semanas. Os atores amadores eram militantes do Movimento de Libertação de Angola. Sarah Maldoror foi uma das primeiras mulheres a dirigir um longa-metragem no continente africano, Sambizanga (1972), sobre o início da Guerra de Independência de Angola.