
Lost, Lost, Lost (EUA, 1976), de Jonas Mekas.
Jonas Mekas e seu irmão Adolfas chegaram em Nova York em 1949, fugindo das perseguições impostas aos judeus Lituanos. A primeira iniciativa dos irmãos foi comprar uma câmera 16mm, com a qual Jonas Mekas passou a registrar o cotidiano dos imigrantes e moradores residentes no Brooklyn.
Lost, Lost, Lost reúne as imagens captadas durante quatorze anos, sempre com o estilo cinema direto que consagrou o diretor em seus diversos curtas e longas documentais. O filme, com cerca de 150 minutos de duração, é dividido em “Seis Rolos”, editados em ordem cronológica. O próprio Jonas Mekas narra o documentário, em um tom que varia entre o deslumbramento com a cena artística e a melancolia pela perda da pátria.
Rolo 1 (1949–1950): a chegada dos irmãos e a vida rotineira dos refugiados lituanos.
Rolo 2 (1950–1953): as primeiras experimentações com a câmera Bolex 16mm, expondo o sentimento de não-pertencimento dos imigrantes.
Rolo 3 (1953–1957): manifestações políticas lituanas, demarcadas pela transição dos irmãos para Manhattan.
Rolo 4 (1957–1959): Os irmãos se aproximam da cena underground de Nova York e fundam a revista Film Culture.
Rolo 6 (1959–1962): momentos de descontração, incluindo piqueniques no campo com outros artistas, refletindo a consolidação da famosa comunidade artística de Manhattan.
Rolo 6 (1963): a viagem a Vermont para participar de um Festival de Cinema (mas não são aceitos pelos organizadores).







