Subúrbios do Éden

Subúrbios do Éden (Suburbs of Eden, EUA, 1992), de Cecelia Condit.

O cenário é uma típica rua de um bairro de classe média americano. Casas sem cercas ou muros, de frente para a rua, as fachadas simétricas e limpas. Homens cortam a grama dos jardins, corta para o rosto de uma jovem, com semblante tenso, olhando pela janela de sua  casa. Narração em off: “Adoro como a luz ilumina os subúrbios. Tarde nas noites de verão, como um sonho matinal. Os pássaros estão cantando e a mente está calma. É assim que a minha vida sempre será. Mas agora os dias passam e todos são iguais. Podemos suportar ser tão felizes?”

A narração é interrompida com uma canção, marca dos curta-metragens de Cecilia Condit, o gênero musical como narrativa. Os sentimentos instáveis da protagonista, entre a felicidade, a ansiedade, a angústia e a tristeza por uma perda compõem esse painel cotidiano dos moradores dos subúrbios ou de lugares que se apresentam serenos, contemplativos, mas escondem traumas, desilusões e frustrações por trás de cada janela das casas.

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