
O documentário Eunice Gutman tem histórias (Brasil, 2025), de Lucas Vasconcellos, abre com lettering: “Eunice Gutman é uma das precursoras do cinema feminista brasileiro, tendo dirigido mais de 30 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens.” A abertura prenuncia um retrato de uma cineasta esquecida, como tantas outras do cinema nacional que lutaram para criar e divulgar suas obras em momentos conflituosos de nossa história e de nossa cinematografia – entre os anos 70 e 90.
No entanto, não espere um documentário tradicional, com depoimentos de especialistas, arquivos de áudios e imagens de Eunice, montagem intercalada com cenas de seus filmes. Durante apenas 20 minutos, o espectador é apresentado a alguns de seus mais importantes filmes por meio de trechos que evidenciam a temática feminista, combativa, da cineasta.
A montagem linear usa recortes dos documentários: Mulheres: uma outra história (1988), Benedita da Silva (1981), Amores de rua (1994) e Só no carnaval (1982). No final, lettering informa que Eunice Gutman completa 50 anos de carreira em 2026. “Este filme é uma homenagem à diretora que deu voz à mulher brasileira.” Corta para Eunice Gutman entrando em cena. Ela senta-se na cadeira e diz: “Vamos começar?”, imagem e frase que encerram o documentário.
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