Brincando de amor

Brincando de amor (Les jeux de l’amour, França, 1960), de Philippe de Broca.

A estreia de Philippe de Broca como diretor anuncia seu pendor para as comédias ágeis, baseadas em relacionamentos amorosos entre jovens irreverentes, abertos a às aventuras do cotidiano (veja O homem do Rio). Suzanne (Geneviève Cluny) e Victor (Jean-Pierre Cassel) moram juntos em uma bagunçada e abarrotada loja de antiguidades. Victor é ilustrador, especializado em desenhos de flores que são comercializados na loja. 

Em frente à loja, mora François (Jean-Louis Maury), melhor amigo do casal de namorados. O clipe inicial, sequência de cenas em que os três se divertem em vários pontos da cidade, sugere que há algo mais do que amizade entre o trio. 

O triângulo amoroso se concretiza quando Victor insiste na recusa em ter um filho, sonho da vida de Suzanne. François se aproveita da crise para seduzir a amiga, por quem é apaixonado, prometendo que, após o casamento, ela vai ser mãe. 

Brincando de amor conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim. Jean-Pierre Cassel foi eleito melhor ator do Festival. 

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