Agora ou nunca

O surgimento da nouvelle-vague francesa, no final dos anos 50, incentivou diversos jovens cineastas na realização de seus primeiros filmes. Michel Deville começou com Agora ou nunca (Ce soir ou jamais, França, 1961), cuja narrativa acompanha Laurent (Claude Rich), diretor teatral, às voltas com a escolha de uma nova protagonista para a peça que está prestes a estrear. 

A namorada do diretor, Valerie (Anna Karina), atriz iniciante, que, segundos os demais personagens, seria ideal para assumir a peça, é preterida por Laurent sem motivos aparentes. Em determinado momento, a inspiradíssima Anna Karina (que já começava a se consagrar como musa da nouvelle-vague), apresenta um número musical de canto e dança, sem convencer seu namorado. 

O filme se passa todo dentro do apartamento de Valerie. A câmera de Deville transita entre os personagens do filme e da peça que esperam e tentam ajudar o diretor na escolha. Novas pretendentes entram no apartamento, fazem pequenos testes, tentam se mostrar sedutoras, até que uma delas é escolhida. A metalinguagem entre cinema e teatro é o destaque do filme, além de Anna Karina e sua dança descontraída e irreverente.

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